SPRINTS: reimaginando a democracia
Local:
MCI | 7º Andar
Data:
19/09, sábado, das 13h às 18h; 20/09, domingo, das 10h às 13h e das 15h às 18h
Entrada:
gratuita
Informações:
(11) 3873-1541
Classificação:
Livre
Atividade presencial e gratuita, sem necessidade de inscrição. Durante a produção, a circulação no espaço será permitida para grupos de até 10 pessoas por vez.
Nos dias 19 e 20 de setembro de 2026, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) sedia o SPRINTS São Paulo. Trata-se de uma maratona criativa, sem interrupções por 48 horas, dedicada a transformar essa urgência política em arte visual e denúncia. O encontro coloca a cultura pop, a memória social e os direitos humanos na mesma mesa.
Movido pelo tema “Reimaginar a democracia para o século XXI”, o projeto une a campanha One World Or None (OWON) e o estúdio criativo Fine Acts. Para responder a esse desafio, dez artistas ocuparão o museu para produzir obras inéditas em tempo real: André Hullk, Auá Mendes, Bruna Serifa, Fênix, Laís da Lama, Leen Vandal, Mimura Rodriguez, Negritoo, Ógbá e Priscila Barbosa.
A curadoria de André Hullk — artista amazônida que assina os grafismos da fachada do próprio MCI — converte o evento em um polo de autoafirmação, acolhimento e fortalecimento de laços comunitários. O grupo convocado carrega o pulso das periferias, a agressividade poética da arte urbana e a herança histórica das populações silenciadas. A vivência do Povo Mura de Auá, o orgulho originário de Fênix e Leen, a reverência à terra e à matriz africana de Ógbá e a reescrita da memória feminina de Priscila, Laís e Mimura cruzam com os quadrinhos, a estética das letras urbanas e os grandes murais de Bruna e Negritoo.
Esses criadores usam os muros, as ilustrações, a xilogravura e as tintas para questionar quem conta a nossa história oficial. Sob a lente de Hullk, o processo de criação mistura os códigos das ruas e das aldeias, cravando as culturas indígenas e os povos originários no centro do debate sobre resistência e território.
Todo o acervo gerado durante o fim de semana ganhará o mundo sob licença aberta (Creative Commons). O objetivo prático é entregar recursos gráficos livres e diretos para equipar campanhas temáticas e táticas de ativistas, educadores e movimentos populares ao redor do planeta.
Se você pesquisa, atua ou se interessa por sociologia, história, política, eleições, democracia, meio ambiente, sustentabilidade, culturas, artes e pela luta dos povos indígenas, este chamado é seu. O encontro é um convite sem filtros para estudantes, entusiastas, pesquisadores e quaisquer pessoas interessadas em testemunhar o choque entre a criação estética e o ativismo.
Programação Aberta ao Público:
Processo de Criação e Interação:
19 de setembro (sábado), das 13h às 18h.
20 de setembro (domingo), das 10h às 13h.
Durante a produção, a circulação no espaço será permitida para grupos de até 10 pessoas por vez. A regra é garantir uma conversa real, próxima e sem barreiras com os artistas enquanto eles produzem.
Exposição de Lançamento:
20 de setembro (domingo), das 15h às 18h.
Abertura geral para exibição das obras finalizadas que armarão campanhas de direitos humanos pelo mundo.
Sobre André Hullk
Artista visual amazônida, diretor, educador e grafiteiro nascido em Manaus. Hullk usa os muros da metrópole, as tintas naturais e o cinema para cravar a presença, a cosmologia e a luta dos povos originários. Assina a curadoria artística desta edição do SPRINTS e é um dos nomes por trás dos grafismos que cobrem a fachada do Museu das Culturas Indígenas (MCI), incorporando trabalhos de Kaje Guarani, Ricardo Terena, Awa Djerowewedju, Itauany Kaingang, Deyse Wassu-Cocal, Mimby Tupi, Thiago Awá Tupã Mirim e Dan Scan Karaí Mirim. Ele carrega o verde amazônico como assinatura visual e defende na prática que injetar a memória e a estética da floresta no concreto das cidades é um ato direto de resistência ancestral. Já participou de grandes eventos como o Arteocupa Manaus, Primeiro Graffiti Arte Zona Oeste, 3º Encontro de Graffiti Nacional UNC, Meeting Of Favela (MOF), o maior evento de graffiti do mundo, entre outros. Em 2017, teve sua primeira exposição solo, a Respirart Manauara, participou da Bienal Internacional Graffiti Fine Art, que aconteceu no Memorial da América Latina e, atualmente, integra a União Nacional Crew (Crew UNC).
Sobre o SPRINTS São Paulo 2026
O formato original da maratona SPRINTS desafia artistas visuais em um laboratório criativo de 48 horas. Conduzida este ano pela Fine Acts e a campanha One World Or None (OWON), a edição paulista foca no tema “”Reimaginar a democracia para o século XXI””. Durante dois dias intensos e com suporte de especialistas, ilustradores e designers traduzem debates políticos e sociais em imagens originais. Todo o acervo gerado no processo ganha o mundo sob licença livre (Creative Commons), armando ativistas, educadores e movimentos populares com recursos visuais potentes para campanhas de conscientização e defesa dos direitos humanos.
Sobre o Fine Acts
Estúdio criativo global e sem fins lucrativos que atua como ponte entre artistas, ativistas e desenvolvedores de tecnologia. O coletivo foca em cruzar fronteiras para impulsionar os direitos humanos através do impacto visual, da arte tática e da ludicidade. Fundada em 2015 por bolsistas do TED e da Fundação Obama, a organização desenha campanhas sob medida, financia obras provocadoras e treina a sociedade civil para usar o pensamento criativo como ferramenta real de mobilização e transformação social.
Sobre a One World or None (OWON)
Campanha cultural global que aposta em saídas radicais para consertar o sistema político. A OWON defende a renovação das assembleias cidadãs e o sorteio democrático — a escolha de pessoas comuns por sorteio para cargos de decisão — como a única forma de garantir representatividade real. Para massificar essa ideia, o movimento se infiltra diretamente na cultura pop e no universo dos videogames, provando que a disputa pela democracia também acontece nas telas de entretenimento.
Sobre o Museu das Culturas Indígenas (MCI)
Nasceu com o propósito de articular, pesquisar e comunicar as histórias de resistência e a produção intelectual, artística e tecnológica dos povos originários. Mais do que um espaço de guarda, o MCI consolida-se como uma instituição museológica dialógica e participativa, onde a memória da ancestralidade permite o compartilhamento de saberes, filosofias e artes. Inaugurado em 2022, o museu é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo (SCEIC-SP), gerido pela Organização Social de Cultura Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), rompendo paradigmas através de uma gestão compartilhada com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. Este modelo garante o protagonismo direto de representantes dos povos Guarani (Mbya e Ñandeva), Kaingang, Krenak, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani e Wassu-Cocal, transformando o museu em um espaço pulsante de troca e salvaguarda.
Observações:
- atividade presencial e gratuita, sem necessidade de inscrição;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.
