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“Rumo à Virada”: encontro de esquenta para a 1ª Virada Indígena

Local:

MCI | 7º Andar

Data:

22/08/2026, sábado, das 14h às 17h30

Entrada:

gratuita, mediante inscrição

Vagas:

40 (quarenta)

Informações:

(11) 3873-1541

Classificação:

Livre

As inscrições serão realizadas de 15 a 22 de agosto ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).

No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.

O 9 de agosto não foi criado para esvaziar a pauta originária com discursos fáceis. O Dia Internacional dos Povos Indígenas marca uma linha de frente global por demarcação de terras, proteção da biodiversidade e autodeterminação. Trata-se de uma data política e é exatamente com esse espírito de cobrança e de presença que São Paulo se prepara para um marco inédito.

Em abril de 2026, no Dia dos Povos Indígenas, o projeto Palavra Viva fincou a semente da 1ª Virada Indígena do Brasil na Praça das Artes. O plano para novembro deste ano é audacioso: tomar o centro da capital com mais de 30 etnias, cerca de 20 apresentações, feiras ecológicas e tendas de audiovisual. Mas, antes de ocupar as ruas em massa, é preciso articular as bases.

Por isso, no dia 22 de agosto, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) abre as suas portas para receber os organizadores da Virada e o público. O museu cede o espaço para sediar a apresentação do conceito do festival, criando um ponto de encontro para que ativistas, pesquisadores, estudantes e cidadãos interessados possam entender e se somar à iniciativa.

O eixo central da tarde é a roda de conversa “Por que uma Virada Indígena? Cultura como direito, memória e futuro”. A discussão foge de teorias distantes e encara a realidade: a presença indígena na cidade, a cultura como motor de transformação social e o protagonismo originário na produção contemporânea. Após a troca com o público, os idealizadores detalharão como a sociedade pode participar da construção coletiva do evento de novembro.

Programação
14h00 | Recepção e credenciamento.

14h15 | Abertura Cultural e Espiritual com Comitiva Aīnbukuīn e Ballet Folklórico INTEGRACIÓN BOLIVIA: o encontro começa com um momento de acolhimento para dar o tom das atividades.
14h45 | Boas-vindas Institucionais: falas da organização da Virada, parceiros confirmados e representantes convidados.
15h00 | Roda de Conversa com Clarice Pankararu, Avani Fulni-ô, Márcio Verá Mirim, Naktamañã Kuparaka, Julieta Paredes Carvajal, Luana Alves, Thayssa Gomes e Eliseu Gabriel, com mediação de Leandro Karaí Mirim: debate direto sobre o apagamento histórico, o fortalecimento de redes e o direito à cultura na metrópole.
16h20 | Diálogo com o Público: microfone aberto para perguntas, trocas e contribuições de quem estiver na plateia.
16h50 | O Festival: apresentação detalhada da 1ª Virada Indígena (novembro), seus eixos de atuação e o chamado público para a construção conjunta.
17h20 | Encerramento: homenagem em memória à família indígena que nos deixou recentemente e foto com lideranças, convidados e o público, acionando o cronômetro para a ocupação do centro.

Sobre a Comitiva Aīnbukuīn
Coletivo cultural e espiritual formado por mulheres do povo indígena Huni Kuin (Kaxinawá), focado na preservação, vivência e transmissão de saberes ancestrais da floresta amazônica. Através de vozes femininas e da integração com grupos de transmissão cultural, realizam apresentações e vivências com cantos sagrados. Conta com anciãs e jovens que atuam na defesa da harmonia, do equilíbrio com a natureza e do fortalecimento da identidade indígena.

Sobre o Ballet Folklórico INTEGRACIÓN BOLIVIA
Grupo de dança dedicado a mostrar as riquezas culturais, os trajes típicos e os ritmos tradicionais das diferentes regiões do país sul-americano. Traz apresentações vibrantes de Tinkus (força, resistência e conexão com a Pachamama) e Diablada (símbolo do Carnaval de Oruro, e a luta entre o bem e o mal) com os dançarinos Tatiana Danitza Herbas Ajata e Carlos Mario Yujra Saluca.

Sobre Clarice Pankararu
Nascida na Aldeia Pankararu Brejo dos Padres (Tacaratu – PE). Atualmente, é Supervisora do Núcleo de Exposições e Programação Cultural do Museu das Culturas Indígenas (NEPC-MCI); secretária da Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu (Real Parque); Conselheira Titular no Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo (CEPISP); e integrante da equipe organizadora do Encontro Anual do Povo Pankararu, no Projeto Casulo do Real Parque. Já atuou como Mestra de Saberes no MCI. É mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes em Processos e Procedimentos Artísticos do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (PPGArtes IA-UNESP), com o projeto “Performances de Espiritualidade, Encantamento e Corporeidade Pankararu em Território Urbano: Práticas do grupo Pankararu em Movimento”; pós-graduada no MBA em Gestão de Museus e Inovação, pela UNIMAIS, em parceria com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), EXPOMUS e o Instituto Tomie Ohtake; e é bacharel em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Sobre Avani Fulni-ô
Liderança indígena do povo Fulni-ô, atuante em São Paulo. É professora e artesã. Atua na luta pela preservação da cultura de seu povo, especialmente em relação à língua (Yaaithé) e rituais (Ouricuri). Como representante da sociedade civil e participando de iniciativas para o fortalecimento de seu povo, participa de ações junto à Prefeitura e ao Governo do Estado de São Paulo, tendo integrado como titular o Conselho Municipal dos Povos Indígenas do Município de São Paulo (COMPISP) e exercido o cargo de Presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPISP).

Sobre Márcio Verá Mirim
Liderança indígena Guarani e representante do território Jaraguá na Comissão Guarani Yvyrupa. Foi presidente da Associação Indígena República Guarani Amba Vera, atuando no desenvolvimento de projetos culturais nas aldeias do Jaraguá. Conduz e participa de iniciativas voltadas à ancestralidade e debates sobre políticas públicas voltadas aos povos originários. É membro do Conselho Vozes Originárias da Virada Indígena.

Sobre Naktamañã Kuparaka
Indígena da etnia Pataxó. Mestra em Humanidades pelo Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (PPG-HDOL-FFLCH-USP) e graduada em Direito pela mesma universidade. Coordena o Núcleo de Povos Indígenas da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo (OAB-SP) e atua na defesa dos direitos coletivos, da justiça racial e da soberania dos povos indígenas.

Sobre Julieta Paredes Carvajal
Mulher indígena Aymara (Bolívia), é membra-fundadora do Mujeres Creando, Mujeres Creando Comunidad e da Assembleia de Feminismo Comunitário de Abya Yala. É escritora, cantautora, grafiteira e poeta antipatriarcal. É psicóloga mestra em Gênero, Sociedade e Políticas pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais da Argentina.

Sobre Luana Alves
Psicóloga sanitarista, ativista antirracista, feminista negra e vereadora de São Paulo pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Atua na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da educação pública e dos direitos da população negra, LGBTQIAPN+ e das periferias. É formada em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e em Saúde Coletiva e Atenção Primária pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Sobre Thayssa Gomes
Ativista do ABC Paulista e estudante universitária federal. Ela integra o time de codeputadas do mandato-movimento Pretas (liderado por Monica Seixas na Assembleia Legislativa de São Paulo – Alesp), tendo atuado também em construções políticas locais e eleitorais em Santo André. Foi coordenadora da Rede Emancipa, participou ativamente da articulação da juventude e de pautas periféricas, incluindo sua ligação com o Coletivo Nóiz e, hoje, atua no Movimento Estudantil com o Coletivo Juntos e no Movimento Feminista com o Coletivo Juntas SP.

Sobre Eliseu Gabriel
Professor, físico pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP), autor e administrador público. É vereador, reeleito para o 7º mandato na Câmara Municipal de São Paulo, sendo líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara. Integrou, em 2025, a Comissão de Educação, Cultura e Esportes. Lecionou no Ensino Médio, cursinhos pré-vestibulares e universidades. Atuou como conselheiro da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT). Fundou o Centro de Estudos Populares, produziu e apresentou programas de rádio voltados à Educação e à Cultura.

Sobre Leandro Karaí Mirim (mestre de cerimônia e mediador)
Indígena do povo Guarani, mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e supervisor de comunicação do Museu das Culturas Indígenas. Sua trajetória articula comunicação, arte, caminhada e incidência institucional na construção de narrativas indígenas contemporâneas comprometidas com memória, território, sustentabilidade e transformação social.

Observações:

  • 40 (quarenta) vagas;
  • as inscrições serão realizadas de 15 a 22 de agosto ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
  • ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
  • apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
  • caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
  • no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
  • a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
  • para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
  • para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
  • ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.

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