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Painel sobre o Programa Guatá

Local:

MCI | 7º Andar

Data:

18/06/2026, quinta, das 17h às 20h

Entrada:

gratuita

Vagas:

30 (trinta)

Informações:

(11) 3873-1541

Classificação:

Livre

As inscrições serão realizadas de 3 a 18 de junho ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).

No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.

No âmbito dos Alumni Days, semanas anuais de celebração dos estudantes internacionais que realizaram uma mobilidade acadêmica na França, organizadas pelas equipes Campus France nas diferentes embaixadas e consulados ao redor do mundo, o Consulado Geral da França em São Paulo deseja promover uma sessão dedicada ao Programa Guatá, com o objetivo de destacar e valorizar essa iniciativa. Criado pela Embaixada da França no Brasil em 2023, o Programa oferece bolsas de mobilidade para estudantes brasileiros de origem indígena, promovendo a igualdade de oportunidades, a transmissão de saberes e o fortalecimento da cooperação científica franco-brasileira.

Duas ex-estudantes já confirmaram sua participação para compartilhar suas experiências: Ruth Cuia Troncarelli e Edilene Alves da Silva, que trabalham respectivamente com urbanismo e educação. Para esta primeira edição, o Consulado Geral da França em São Paulo tem o prazer de unir forças com o Museu das Culturas Indígenas de São Paulo, realizando o evento em suas instalações e em colaboração com essa importante instituição.

Para este evento, a proposta se realiza com uma conversa com as duas doutorandas com moderação de Aly David Arturo Yamall OrellanaSupervisor de Formação no Museu das Culturas Indígenas, que as convidará a compartilhar suas experiências de mobilidade na França, bem como os impactos dessa vivência em suas trajetórias acadêmicas, profissionais e pessoais. Em seguida, será aberto um momento de perguntas e respostas com o público, antes de encerrarmos o encontro com um momento de convivência entre os participantes.

Sobre Edilene Alves da Silva
Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE); Mestra em Educação, com a pesquisa “Outros como eu chegando: uma etnografia sobre as vivências dos estudantes indígenas da Unicamp”; e licenciada em Pedagogia, com a pesquisa “Estudantes indígenas na Unicamp emoções em jogo no acesso ao ensino superior”, pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-Unicamp). Integra o grupo de estudos Indígenas no Ensino Superior (FE e Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH) e o Centro de Antropologia de Processos Educativos (CEAPE), da mesma instituição educacional. Participa do projeto de pesquisa “Estudantes indígenas na Unicamp e na UFSCar: experiências sob a lente da etnografia”, financiado pelo Programa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Atuou como representante discente na moradia estudantil da UNICAMP (2020) e como representante suplente na Comissão Assessora para a Inclusão Acadêmica e Participação dos Povos Indígenas (CAIAPI), em 2024. Professora no cursinho preparatório pré-vestibular Colmeia para indígenas e quilombolas.

Sobre Ruth Cuiá Troncarelli
Doutoranda indígena, da etnia Trumai, na área da Tecnologia da Arquitetura (Processo de Produção da Arquitetura e do Urbanismo/Representações), no Programa de Pós-graduação (PPG), com a pesquisa “A sobrevivência das chácaras no imaginário urbano da cidade de São Paulo e suas imagerias”; Mestra em Arquitetura e Urbanismo na área de Tecnologia da Arquitetura, com pesquisa intitulada “Arquitetura Indígena Alto Xinguana: um estudo iconográfico das representações” (2022); e Arquiteta e Urbanista (2016), pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (FAUUSP). Professora na Escola da Cidade, onde leciona a disciplina Paisagem dentro do grupo de Urbanismo. Realizou estágio de pesquisa na École des hautes études en sciences sociales (EHESS), em Paris (2024-2025), no laboratório Mondes Américains (Bolsa Guatá – Embaixada da França no Brasil). Pesquisadora associada ao Grupo de Pesquisa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – Representações: Imaginário e Tecnologia (RITe), vinculado ao Centre de Recherches Internationales sur L’Imaginaire CRI2i.

Sobre Aly Orellana (mediação)
Amazônida do povo Avá-Guarani, doutor em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC- SP. Licenciado em Letras – Espanhol pela Universidade Federal de Rondônia. Atuou como professor no curso de Letras do Instituto Singularidades na disciplina Literaturas e Culturas Indígenas; Professor Substituto no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP; Professor da rede Estadual de Educação de Rondônia. É formador de professores para a Educação das Relações Étnico-Raciais em consonância com a Lei 11.645/08. Foi pesquisador no projeto do Observatório da Educação Escolar Indígena MEC/PUC-SP (2009-2012). Atuou como Formador de Professores da Rede Municipal de Ensino de São Paulo no Ensino da História e Culturas Indígenas do Núcleo para a Educação das Relações Étnico-Raciais (NEER/SME). Atualmente, é Supervisor de Formação do Museu das Culturas Indígenas (MCI).

Sobre o Programa Guatá
Iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em parceria com a Embaixada da França no Brasil, voltada ao apoio à mobilidade internacional de doutorandas e doutorandos indígenas brasileiros para instituições de ensino superior e pesquisa na França. A palavra “Guatá”, de origem tupi-guarani, remete à ideia de caminhar. No âmbito do programa, esse sentido assume uma dimensão acadêmica e institucional: trata-se de abrir percursos de formação, pesquisa e cooperação internacional para estudantes indígenas regularmente vinculados a programas de doutorado no Brasil. A chamada pública divulgada pelo Campus France informa que a iniciativa apoia a mobilidade de doutorandos indígenas brasileiros para a França, com duração de seis a nove meses, no ano acadêmico 2026-2027.

Observações:

  • 30 (trinta) vagas;
  • as inscrições serão realizadas de 11 a 18 de junho ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
  • ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
  • apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
  • caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
  • no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
  • a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
  • para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
  • para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas.

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