O Canto Final dos Espíritos: ativação de encerramento da exposição Mymba’i, com Tamikuã Txihi
Local:
MCI | 4º Andar
Data:
01/10/2026, quinta-feira, das 19h às 20h
Entrada:
gratuita
Vagas:
30 (trinta)
Informações:
(11) 3873-1541
Classificação:
Livre
As inscrições serão realizadas de 24 de setembro a 1º de outubro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).
No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.
A Mata Atlântica resiste em menos de um quarto do seu chão original, sufocada pelo avanço do cimento e pela destruição. No Museu das Culturas Indígenas, no entanto, a fauna ameaçada e os espíritos do bioma ganharam corpo, cor e voz pelas mãos e pelo pensamento de artistas originários. No dia 1º de outubro de 2026, a poucos dias do encerramento oficial da exposição “Mymba’i – pedindo licença aos espíritos, dialogando com a Mata Atlântica”, a artista visual e liderança Pataxó Tamikuã Txihi conduz a última atividade de ativação dessa jornada.
Longe de ser uma despedida formal, o encontro é uma roda aberta de escuta, atravessamentos e autoafirmação política. Tamikuã convoca o público para um diálogo direto sobre as poéticas visuais ecossustentáveis, o uso do papelão recortado como suporte e a dor da extinção dos animais que habitam a floresta. As obras produzidas coletivamente por artistas dos povos Guarani Nhandewa, Kaingang, Guarani Mbya e Tupi Guarani Nhandewa provam que desenhar e pintar o bicho-fauna não é mero adorno: é ato de defesa do território, denúncia contra a violência humana e fortalecimento de laços comunitários.
Com o encerramento da exposição marcado para o dia 4 de outubro, a atividade do dia 1º é a oportunidade final de vivenciar este espaço de acolhimento e alinhar a sua própria voz à defesa da biodiversidade. Venha escutar quem carrega a força da onça e usa a arte como escudo para manter a floresta de pé.
Sobre Tamikuã Txihi
Mulher indígena do povo Pataxó, da Terra Indígena Caramuru-Paraguassu (Pau Brasil – BA); atualmente, vive com o povo Guarani Mbya, na Tekoa Itakupe, no Território Indígena do Jaraguá (São Paulo – SP), sendo uma das lideranças. Iniciadora do projeto cultural de memória viva e recuperação da Mata Atlântica “Toka da Onça oka”, recuperando conhecimentos, técnicas de construção e materiais de seus ancestrais. É multi-artista (artista visual e audiovisual, ceramista, escultora, performer, poeta), curadora, construtora na arquitetura indígena, ativista, guardiã da Mãe Terra e irmã Natureza, tendo a onça como símbolo de inspiração, luta e resistência, representando força, sabedoria e agilidade. Autodidata, aprendeu a praticar e produzir visões próprias no manejo das cores, formas e desenhos; também é graduada em Serviço Social pela Faculdade de São Paulo (FASP). Já teve obras expostas na Pinacoteca e Galeria Carmo Johnson Projects (São Paulo), Caixa Cultural (Brasília) e Tufts University Art Galleries (Boston); foi indicada ao Prêmio PIPA (2022); produziu a exposição “Mymba’i – pedindo licença aos espíritos, dialogando com a Mata Atlântica” e é uma das curadoras da exposição coletiva “Hendu Porã’rã – escutar com o corpo”, no Museu das Culturas Indígenas. Integrante do movimento e organização social Feminismo Comunitário de Abya Yala Tecido Pindorama Brasil, do Conselho Deliberativo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e do Conselho Indígena Aty Mirim, instância em que se constroem mecanismos de escuta, consulta e formulação da agenda propositiva de trabalho do MCI, comprometida com os direitos dos povos indígenas. Tem a arte como um dos instrumentos de luta e defesa dos corpos e territórios.
Observações:
- 30 (trinta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 24 de setembro a 1º de outubro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.
