FLAN | CHINDÊDA – Na Floresta, Palavra de Encantamentos, com Clarice Pankararu (mediação), Cristino Wapichana e Churiah Puri (Aline Pachamama)
Local:
MCI | 7º Andar
Data:
08/11/2026, domingo, das 10h às 12h
Entrada:
gratuita
Vagas:
30 (trinta)
Informações:
(11) 3873-1541
Classificação:
Livre
ATIVIDADE PRESENCIAL E GRATUITA, COM INSCRIÇÃO POR ORDEM DE CHEGADA, ATÉ O ESGOTAMENTO DAS VAGAS.
Existe uma força exata na palavra que repara a criança que resiste no adulto. Cristino Wapichana e Churiah Puri (Aline Pachamama), mediados por Clarice Pankararu, mostram que as narrativas voltadas para os mais novos ensinam o bem-viver e o respeito ao tempo natural das coisas. O encantamento não é fuga da realidade, mas uma resposta firme contra a destruição ambiental provocada pela ganância humana. As histórias contadas formam laços que preservam o pensamento fincado na floresta, mantendo viva a sabedoria ancestral e curando as dores de quem escuta.
“Havia naquela floresta uma criança que tinha cem anos, mas não envelhecia.
Eu a acompanho desde sempre.
A criança caminhava tranquila porque cada pedra lhe dizia o caminhar do dia.
Todo dia um novo caminho fazia. Fazia com gosto sem medo do novo.”
(Trecho do livro “Taynôh”, de Churiah Puri (Aline Pachamama))
Sobre Cristino Wapichana
Bioma Amazônia | Especialista em questões indígenas, é escritor, músico, compositor, cineasta e contador de histórias. Patrono da Cadeira 146 da Academia de Letras dos Professores (ALP) da Cidade de São Paulo, vinculada à Secretaria Municipal de Educação como desdobramento da Academia Estudantil de Letras (AEL). É autor do livro “A Boca da Noite”, que conta com ilustrações de Graça Lima, traduzido para dinamarquês e sueco, laureado, em 2018, com a Estrela de Prata do Prêmio Peter Pan, concedido pelo International Board on Books for Young People (IBBY); pelo trabalho conjunto neste título, também recebeu o Prêmio FNLIJ 2017, concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), nas categorias “O Melhor para Criança” e “Melhor Ilustração”, o que carimbou a indicação do autor para figurar na prestigiada Lista de Honra do IBBY 2018 (IBBY Honour List); esta aclamada obra também recebeu o 3º lugar no Prêmio Jabuti 2017 (categoria Infantil) e foi selecionada com o prestigiado Selo White Ravens, da Biblioteca Internacional da Juventude de Munique. Foi finalista do Prêmio Jabuti com os títulos “O Cão e o Curumim” (2019) e “Cada Remada, Uma História” (2024). Também participou como autor convidado da obra “Apytama: Floresta de Histórias”, organizada por Kaká Werá, que venceu o Prêmio Jabuti 2024 como Melhor Livro Juvenil (2024). Foi agraciado com a Medalha da Paz – Mahatma Gandhi (2014), honraria concedida pelo Movimento União Cultural, e com o Selo da Cátedra da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2022; teve livros selecionados para O Clube de Leitura – ODS, da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2021; atuou como assessor na área de Educação para Relações sobre os Povos Indígenas – Secretaria Municipal de Educação de São Paulo nos anos de 2018 a 2020 e de 2024 a 2026; conduziu o projeto cultural “Encontros Literários para a Infância com Cristino Wapichana”, viabilizado pelo ProAC 2024 e o Fomento CULTSP. Em julho de 2024, esteve no Museu das Culturas Indígenas, dentro do Programa de Contação de Histórias MCI, com “Ceuci, a mãe do pranto” e para o lançamento do livro “Terra, Rio e Guerra: a sina de um curumim”.
Sobre Churiah Puri (Aline Pachamama)
Bioma Mata Atlântica | Historiadora, escritora, ilustradora e um dos principais nomes da literatura e da preservação cultural indígena no Brasil. É pioneira ao idealizar a Pachamama Editora, a primeira iniciativa editorial do país voltada para a publicação em línguas indígenas, atuando diretamente na reparação linguística e territorial por meio dos livros. Também fundou o Instituto Pachamama, organização dedicada à reparação histórica do povo Puri e à defesa dos direitos à terra, às águas e à biodiversidade da Serra da Mantiqueira. No campo acadêmico e científico, possui Doutorado em História Cultural pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Mestrado em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialidade na metodologia da História Oral. Sua pesquisa interdisciplinar – que conecta História, Geologia e Arqueologia – recebeu amplo reconhecimento de instituições de prestígio, sendo considerada cientista pelo projeto Minas Faz Ciência, além de premiada e reconhecida pelo Museu Histórico Nacional e pelo Instituto Serrapilheira. É curadora da 2ª edição do Festival Literário Ayvu Nhevaitim (FLAN) – Encontro de Vozes Indígenas, com o tema “Boacé Uchô – A Palavra Está na Terra”.
Sobre Clarice Pankararu (mediação)
Bioma Caatinga | Nascida na Aldeia Pankararu Brejo dos Padres (Tacaratu – PE). Atualmente, é Supervisora do Núcleo de Exposições e Programação Cultural do Museu das Culturas Indígenas (NEPC-MCI); secretária da Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu (Real Parque); Conselheira Titular no Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo (CEPISP); e integrante da equipe organizadora do Encontro Anual do Povo Pankararu, no Projeto Casulo do Real Parque. Já atuou como Mestra de Saberes no MCI. É mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes em Processos e Procedimentos Artísticos do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (PPGArtes IA-UNESP), com o projeto “Performances de Espiritualidade, Encantamento e Corporeidade Pankararu em Território Urbano: Práticas do grupo Pankararu em Movimento”; pós-graduada no MBA em Gestão de Museus e Inovação, pela UNIMAIS, em parceria com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), EXPOMUS e o Instituto Tomie Ohtake; e é bacharel em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Observações:
- atividade presencial e gratuita;
- inscrição por ordem de chegada ou até esgotamento das 30 (trinta) vagas;
- a abertura das inscrições se dará 30 (trinta) minutos antes do início da atividade;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 1 hora de antecedência do horário da atividade
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
- a participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, nas áreas expositivas, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.