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FLAN | A Palavra Entrelaçada na Cestaria e Desenhada no Grafismo, com Aly Orellana (mediação), Kawakani Mehinako e Kerexu Mirim (Helena da Silva)

Local:

MCI | 7º Andar

Data:

08/11/2026, domingo, das 14h às 16h

Entrada:

gratuita

Vagas:

30 (trinta)

Informações:

(11) 3873-1541

Classificação:

Livre

ATIVIDADE PRESENCIAL E GRATUITA, COM INSCRIÇÃO POR ORDEM DE CHEGADA, ATÉ O ESGOTAMENTO DAS VAGAS.

A sociedade insiste na mentira de que os originários não possuem um sistema de registro escrito. A partir da mediação de Aly Orellana, Kawakani Mehinako e Kerexu Mirim desfazem esse mito ao expor que a cestaria e os grafismos de urucum e jenipapo carregam idioma próprio e registro histórico. Não se trata de enfeite: cada traço geométrico e cada palha trançada cravam a cosmovisão e a recusa histórica à domesticação de corpos e mentes. A prática manual, tecida no diálogo das mulheres indígenas, é ação política contínua. É a arte assumindo a linha de frente para provar que lutar e criar caminham de mãos dadas.

Sobre Kawakani Mehinako
Bioma Amazônia e Cerrado (transição) | Estudante de Odontologia na cidade de São Paulo, faz de sua presença um ato contínuo de afirmação e demarcação cultural. Mestra de Saberes do Museu das Culturas Indígenas (MCI) desde setembro de 2023 (onde iniciou sua trajetória como estagiária), articula a memória viva de seu povo por meio da contação de histórias, do ensino de cantos e danças e da feitura de pinturas corporais. Carrega e transmite a força dos rituais do Xingu, operando como guardiã de saberes sobre a educação tradicional, a interpretação dos sonhos, a luta do Uka Uka e a potência feminina do Yamurikumã. Com passagem pela biblioteca da exposição “Xingu”, do Instituto Moreira Salles (IMS), e experiência na condução de diversas oficinas em unidades do SESC, sua atuação recusa o apagamento histórico e garante que o conhecimento originário ocupe o centro das narrativas nas instituições culturais.

Sobre Kerexu Mirim
Bioma Mata Atlântica | Para os Guarani Mbya, as cercas do mapa não ditam os limites da própria existência. A identidade resiste na caminhada, na língua e na recusa contínua à domesticação colonial. Fincada nessa tradição viva, Kerexu Mirim (Helena da Silva) atua como liderança da Aldeia Nhamandu Oua, em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. Ela faz da prática manual uma ferramenta de defesa: é artesã, e a confecção de suas peças assegura que a cultura Guarani pulse nas cidades, marcando presença inclusive na Rede das Artes. Sua atuação exige escuta e confronto. Como conselheira do Aty Mirim, o conselho que detém a co-gestão do Museu das Culturas Indígenas, ela participa na decisão dos rumos de projetos nas áreas de educação, memória e patrimônio. Sua voz e seu corpo garantem que os direitos originários sejam respeitados e que a história não seja escrita ou apagada por quem invadiu o território. Atenta também à dimensão do cuidado e da saúde coletiva, como demonstrou em sua participação na 2ª Ciranda Terapêutica do Sítio Avalon, Kerexu prova que, para o seu povo, criar, curar e lutar são partes exatas da mesma caminhada.

Sobre Aly Orellana (mediação)
Bioma Amazônia | Amazônida do povo Avá-Guarani, doutor em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Licenciado em Letras – Espanhol pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Atuou como professor no curso de Letras do Instituto Singularidades, na disciplina Literaturas e Culturas Indígenas; Professor Substituto no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP); e Professor da Rede Estadual de Educação de Rondônia (SEDUC/RO). Foi pesquisador no projeto do Observatório da Educação Escolar Indígena pelo Ministério da Educação (MEC) junto à PUC-SP (2009-2012). Idealizador e administrador do perfil Letramentos Indígenas no instagram, é formador de professores para a Educação das Relações Étnico-Raciais em consonância com a Lei 11.645/08. Foi Formador de professores da Rede Municipal de Ensino de São Paulo na temática “Ensino da História e Culturas Indígenas” do Núcleo para a Educação das Relações Étnico-Raciais (NEER/SME). Atualmente é Supervisor do Núcleo de Formação do Museu das Culturas Indígenas (MCI).

Observações:

  • atividade presencial e gratuita;
  • inscrição por ordem de chegada ou até esgotamento das 30 (trinta) vagas;
  • a abertura das inscrições se dará 30 (trinta) minutos antes do início da atividade;
  • para maior comodidade, aconselhamos chegar com 1 hora de antecedência do horário da atividade
  • apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
  • caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
  • a participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
  • para conforto e segurança de todos os participantes, nas áreas expositivas, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
  • ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.

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