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Ancestralidade na Pele, com Djerá Poty, Lukinhas Kuaray, William Poty e Rete

Local:

MCI | 7º Andar

Data:

03, 10, 17 e 24/10/2026, sábados, das 14h30 às 16h

Entrada:

gratuita

Vagas:

30 (trinta) por data

Informações:

(11) 3873-1541

Classificação:

Livre

As inscrições serão realizadas de 26 de setembro a 24 de outubro, conforme a data de realização, ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).

Nos dias de realização das atividades, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.

Programação e inscrições:
03/10/2026: Djerá Poty
(Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Pyau). Clique AQUI para se inscrever.
10/10/2026: Lukinhas Kuaray (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Itakupe). Clique AQUI para se inscrever.
17/10/2026: William Poty (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Pyau). Clique AQUI para se inscrever.
24/10/2026: Rete (Terra Indígena Jaraguá – Tekoa Yvy Porã). Clique AQUI para se inscrever.

Durante anos, os estúdios convencionais e o mercado da estética sustentaram a mentira de que a pele preta e melaninada seria “difícil” de tatuar. Paralelamente, a indústria comercial reduziu os saberes originários a meros adornos comerciais, ignorando o significado vivo do grafismo indígena. Afinal, quem determinou que a arte corporal precisa seguir normas eurocêntricas para ter valor, técnica e beleza?

O ciclo Ancestralidade na Pele chega ao Museu das Culturas Indígenas (MCI) para desmantelar esses estigmas e resgatar a marcação no corpo como ato de autoafirmação, pertencimento e linguagem ritual. Realizada pelo Coletivo Salve Kebrada (que celebrou 10 anos de corre cultural nas periferias e no território do Jaraguá), cada atividade junta roda de conversa e demonstração.

A proposta confronta os mitos sobre a tatuagem em pele preta, provando que a melanina não impede o uso de cores ou detalhes, enquanto detalha a escolha de pigmentos e os cuidados com a saúde da pele. Trata, também, do limite ético entre o respeito e a apropriação, discutindo a responsabilidade de transformar pinturas temporárias em marcas permanentes na pele sem violar significados sagrados.

De um lado, o domínio de técnicas, escolha adequada de pigmentos e cuidados específicos com a saúde da pele antes e depois do procedimento; do outro, códigos geométricos vivos que expressam histórias e elementos da natureza.

Se você entende o próprio corpo como território de história e quer aprender sobre a técnica, a ética e a força do grafismo originário na pele, este espaço é seu.

Sobre o Coletivo Salve Kebrada
Nascido entre os morros do Jaraguá e a periferia da Zona Noroeste de São Paulo, atua desde 2015 no resgate da memória e das lutas que moldam o território. Por meio do audiovisual, da escuta e do registro comunitário, o grupo transforma o cotidiano da periferia (os mutirões, a várzea, a solidariedade e a convivência na laje) em linguagem de resistência e afirmação cultural. Integrado a uma rede viva de coletivos do território Noroeste, o Salve Kebrada fortalece identidades e promove ações sociais e culturais diretas para quem habita a quebrada. Em um momento de celebração de sua trajetória e redefinição de seus passos, o grupo amplia sua presença como ponte entre favelas, escolas, times de futebol de várzea e tekoas indígenas, fincando o pé na história cultural de São Paulo e garantindo que o protagonismo periférico ocupe o centro das atenções.

Observações:

  • 30 (trinta) vagas por data;
  • as inscrições serão realizadas de 26 de setembro a 24 de outubro, conforme a data de realização, ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
  • ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
  • apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
  • caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para contato@museudasculturasindigenas.org.br, com pelo menos 72 horas de antecedência;
  • a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
  • no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
  • para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
  • para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
  • ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.

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