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Da revolta de Bartolina Sisa à Retomada Puri: a força das mulheres indígenas

Local:

MCI | YouTube

Data:

04/09/2026, sexta-feira, das 15h às 16h

Entrada:

gratuita, sem inscrição

Informações:

(11) 3873-1541

Classificação:

Livre

ATIVIDADE VIRTUAL E GRATUITA, SEM NECESSIDADE DE INSCRIÇÃO.

O Dia Internacional da Mulher Indígena traz a memória do assassinato de Bartolina Sisa, guerreira Aymará executada em 5 de setembro de 1782 após comandar um exército de mais de 150 mil indígenas contra a dominação espanhola em La Paz. Mais de dois séculos depois, o fogo dessa resistência anticolonial continua aceso no corpo e na voz das mulheres originárias que sustentam a defesa da terra, das florestas e dos direitos indígenas.

Na véspera dessa data de luta, o Museu das Culturas Indígenas transmitirá ao vivo uma reflexão com Helenice Maria Gomes (Xapuko Txori Puri). Importante liderança do movimento de retomada do povo Puri na Zona da Mata Mineira, Helenice abordará sobre a resistência histórica e cultural de seu povo na preservação de conhecimentos ancestrais e sobre o processo de constituição do Protocolo Comunitário Biocultural do Povo Puri Grupo Uxo Txori da Zona da Mata Mineira.

A conversa propõe encarar a história das mulheres indígenas não como um relato do passado, mas pela sustentabilidade e pela garantia dos territórios originários no Brasil de hoje.

Sobre Helenice Maria Gomes (Xapuko Txori Puri)
Liderança cultural e fundadora do Movimento Indígena de Retomada Puri Uxo Txori na Zona da Mata Mineira. Atua diretamente na preservação dos saberes tradicionais do seu povo, desenvolvendo ações práticas com medicina tradicional, agricultura, culinária e artesanato. Idealizadora do evento Kanduna Puri, coordena oficinas, encontros e atividades educativas em escolas e universidades para defender a memória e a presença viva da cultura Puri.

Sobre o Dia Internacional da Mulher Indígena – 5 de setembro
Instituído em 1983, durante o II Encontro de Organizações e Movimentos da América, em Tiwanaku (Bolívia), teve sua data escolhida em memória à Bartolina Sisa, mulher Aymará que foi executada em 5 de setembro de 1782, após ser traída durante o Cerco de La Paz (rebelião anticolonial, que congregou mais de 150 mil indígenas da região, liderada por ela; seu marido, Túpac Katari (Julián Apaza); José Gabriel Condorcanqui, mais tarde conhecido como Túpac Amaru II; e os irmãos Damasio e Tomás Katari).

Sobre Bartolina Sisa
Nascida por volta de 1750 na comunidade indígena de Q’ara Qhatu, aldeia na Real Audiência de Charcas, Vice-Reino do Peru, ainda criança, Bartolina mudou-se para a província de Sica Sica, onde percorria o altiplano comercializando folhas de coca e têxteis produzidos por sua família e acabou conhecendo Julián Apaza, mais tarde conhecido como Túpac Katari, com quem ela se casaria e teria quatro filhos. No início de sua idade adulta, testemunhando a violência e a injustiça dispensado aos povos indígenas, juntou-se a seu marido no movimento de resistência e se destacou por sua valentia frente às tropas espanholas que tentavam invadir o território dos povos originários do Alto Peru, hoje região de La Paz.

Observação:

  • atividade virtual e gratuita, sem necessidade de inscrição.

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