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Museu das Culturas Indígenas, Wereldmuseum e Universidade de Wageningen promovem projeto que une saberes indígenas e inovação holandesa sobre a água

Parceria entre o museu paulista e instituição etnográfica dos Países Baixos reconecta povos indígenas brasileiros a acervos históricos e propõe novas abordagens para a gestão sustentável da água.

Fórum internacional acontece em 15 de novembro, no Museu das Culturas Indígenas, durante a COP30.

Ritxoko do povo Karajá na coleção do Wereldmuseum  (Collection Wereldmuseum Coll.nr. [TM-2865-30])

São Paulo, novembro de 2025 – O Museu das Culturas Indígenas (MCI), em parceria com o Wereldmuseum e a Universidade de Wageningen, realiza o fórum internacional “YBEROHOKY: Um encontro de águas, saberes e patrimônios entre povos originários do Brasil e os Países Baixos”, com a presença de lideranças indígenas brasileiras, pesquisadores e representantes de instituições holandesas para discutir a relação entre saberes tradicionais e inovação na gestão sustentável da água. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.

O evento marca a etapa central do projeto “YBEROHOKY”, idealizado por Giovanna Di Giacomo e patrocinado pelo Consulado-Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo. O projeto propõe um diálogo entre cosmologias indígenas e práticas holandesas recentes de convivência com a água, tema central para o Brasil e para os Países Baixos diante da crise climática global.

No fórum, que acontece em 15 de novembro, a programação será dividida em dois eixos:
• 10h: Roda de conversa sobre artefatos indígenas no Wereldmuseum.
• 14h: Roda de conversa sobre confluências entre saberes indígenas e inovações holandesas na preservação da água.

Além do fórum, o projeto inclui ações de compensação ambiental, como o plantio de espécies nativas em parceria com a Rede Indígena de Mudas e Sementes de São Paulo.

Afluentes entre Brasil e Holanda

A água flui sem reconhecer fronteiras e une territórios, histórias, tradições e inovações. Fonte de vida e, ao mesmo tempo, força que reflete a urgência climática global, inspira diretamente o projeto “YBEROHOKY”.

Para os povos indígenas, a água é sagrada, parte viva da terra, da cultura e da espiritualidade. Guardiões das florestas e nascentes, esses povos mantêm o equilíbrio de rios, mares e aquíferos, sustentam o ciclo da vida. Já nos Países Baixos, território cuja geografia está em grande parte abaixo do nível do mar, a convivência com a água se traduz em tecnologia e inovação, como no conceito Building with Nature (“construir com a natureza”), que integra processos naturais à engenharia hidráulica e à gestão sustentável de rios e mares. Essa abordagem dialoga diretamente com os modos tradicionais de cuidado e convivência com a água praticados pelos povos originários.

É nesse ponto de confluência entre os caminhos da água e os caminhos do conhecimento que o acervo do Wereldmuseum, principal museu etnográfico da Holanda, ganha novo significado. Com unidades em Leiden, Amsterdã, Roterdã e Nijmegen, o museu abriga cerca de sete mil artefatos indígenas brasileiros — cuias, cocares, potes, bonecas de cerâmica, flechas e cestos — que expressam a profunda relação desses povos com corpos d’água, tanto na vida cotidiana quanto na espiritualidade. A partir desse acervo histórico, o projeto “YBEROHOKY” promove uma reconexão entre as peças e os povos originários, estabelecendo um diálogo intercultural e uma compreensão ampla dos modos indígenas de cuidar da Terra e das águas.


A troca entre Brasil e Países Baixos conecta tradições ancestrais a inovações contemporâneas em gestão sustentável da água. A colaboração com a Universidade de Wageningen, referência mundial em ciências ambientais e gestão hídrica, e com lideranças indígenas engajadas na preservação ambiental, busca fortalecer o desenvolvimento de práticas que garantam o equilíbrio das águas diante dos desafios das mudanças climáticas.

O nome “YBEROHOKY” reflete tanto o poder da água quanto o espírito do projeto. Ele reúne palavras de três línguas indígenas brasileiras: YY (Guarani) e ‘Y (Tembé), que significam “água”, e Berohoky (Karajá), que significa “caminho”. Juntas, expressam a ideia dos “caminhos da água”: um percurso simbólico que conecta territórios, culturas e tempos distintos. Assim, o “YBEROHOKY” propõe uma ponte entre passado e presente, unindo saberes indígenas e conhecimento científico e contribuindo para novas formas de compreender a relação entre humanidade e natureza.

Organizadores

Giovanna Di Giacomo (Brasil e Países Baixos) – Pesquisadora, curadora e produtora que atua na intersecção entre arte, crise climática e metodologias decoloniais. Desenvolve parcerias entre o Brasil e os Países Baixos, em colaboração com instituições como o Instituto Procomum (Santos) e o TENT (Roterdã). É mestre em Artes, Cultura e Sociedade pela Universidade Erasmus de Roterdã e possui especialização em História da Arte Indígena pela Universidade de São Paulo.

Museu das Culturas Indígenas – Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.   

Wereldmuseum (Países Baixos) – Rede de museus em Roterdã, Amsterdã, Leiden e Nimega que, juntos, abrigam uma das coleções etnográficas mais significativas da Europa. Com forte foco em conexões culturais globais, esses museus reconhecem e refletem sobre sua história colonial, que inclui a forma como os objetos foram coletados, e se dedicam a apresentar suas coleções a partir de diferentes perspectivas, com foco na descolonização e na colaboração com comunidades de origem.

Patrocínio

Consulado-Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo (Brasil e Países Baixos) – Representação diplomática dos Países Baixos em São Paulo que promove a cooperação cultural, científica e ambiental entre os dois países. Por meio de parcerias estratégicas e programas culturais, apoia iniciativas que fortalecem o diálogo intercultural e a sustentabilidade.

SERVIÇO

‘YBEROHOKY: um encontro de águas, saberes e patrimônios entre povos originários do Brasil e os Países Baixos

Data e horário: 15/11/2025, das 10h às 12h15 e das 14h às 16h

Todas as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/

Museu das Culturas Indígenas  

Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP      

Telefone: (11) 3873-1541     

E-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br          

Site: www.museudasculturasindigenas.org.br           

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