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Live: Dia Internacional da Mulher Indígena

Local:

MCI | YouTube

Data:

05/09/2025, das 15h às 16h

Entrada:

gratuita, sem inscrição

Informações:

(11) 3873-1541

Classificação:

Livre

Atividade virtual e gratuita, sem necessidade de inscrição.

Em uma live especial para o Dia Internacional da Mulher Indígena, o MCI trará Carolina Velasquez (Quechua e Aymará) e Ivone Pankararu em um momento de reconhecimento à Bartolina Sisa, mulher Aymará, símbolo das resistências indígena e camponesa na história colonial da América do Sul. A conversa também abordará o papel fundamental das mulheres na preservação da cultura, do conhecimento ancestral e na luta pelos direitos de seus povos. Clarice Pankararu fará a mediação, a fim de debater visões de diferentes povos indígenas sobre a data em celebração ao legado de Bartolina Sisa.

A atividade, realizada no formato virtual, será transmitida no canal do YouTube do MCI.

Sobre o Dia Internacional da Mulher Indígena
Instituído em 1983, durante o II Encontro de Organizações e Movimentos da América, em Tiwanaku (Bolívia), teve sua data escolhida em memória à Bartolina Sisa, mulher Aymará que foi executada em 5 de setembro de 1782, após ser traída durante o Cerco de La Paz (rebelião anticolonial, que congregou mais de 150 mil indígenas da região, liderada por ela; seu marido, Túpac Katari (Julián Apaza); José Gabriel Condorcanqui, mais tarde conhecido como Túpac Amaru II; e os irmãos Damasio e Tomás Katari).

Nascida por volta de 1750 na comunidade indígena de Q’ara Qhatu, aldeia na Real Audiência de Charcas, Vice-Reino do Peru, ainda criança, Bartolina mudou-se para a província de Sica Sica, onde percorria o altiplano comercializando folhas de coca e têxteis produzidos por sua família e acabou conhecendo Julián Apaza, mais tarde conhecido como Túpac Katari, com quem ela se casaria e teria quatro filhos. No início de sua idade adulta, testemunhando a violência e a injustiça dispensado aos povos indígenas, juntou-se a seu marido no movimento de resistência e se destacou por sua valentia frente às tropas espanholas que tentavam invadir o território dos povos originários do Alto Peru, hoje região de La Paz.

Sobre Carolina Velasquez
Artista plástica e pesquisadora, atua como mediadora decolonial em instituições culturais, explorando a ressignificação de saberes ancestrais por meio de sua prática artística. É natural de Piracicaba, São Paulo, filha de familia boliviana com raizes nos povos indígenas Quechua e Aymará. Graduada em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP); pós-graduada em Práticas Artísticas Contemporâneas na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP); é mestre em Processos e Procedimentos Artísticos, também pelo Instituto de Artes da UNESP, com a pesquisa intitulada “A Costura dos Arquétipos: Performances Fabulosas”, um estudo que explora a construção de novas narrativas por meio da performance como ferramenta de reconstrução ancestral. Seu trabalho abarca diversas linguagens, incluindo escultura têxtil, vídeo, performance, fotografia, pintura e muralismo, sempre com um olhar atento à memória e às paisagens ancestrais. Tem como referência a sociologia da imagem de Silvia Cusicanqui e os artistas visuais Joseph Beuys e Ligia Clark. Sua pesquisa acadêmica e prática artística caminham lado a lado, buscando expandir os limites da arte contemporânea, atuar na mediação de processos decoloniais que desafiem as narrativas hegemônicas, trazendo à tona as histórias invisibilizadas.

Sobre Ivone Pankararu
Pertencente ao povo Pankararu que vive em São Paulo, é secretária da Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu – coletivo sem fins lucrativos que atua para a promoção da articulação nas áreas da educação, cultura e saúde Pankararu em território paulista. Participou de roda de conversa no Sesc Santo Amaro, Sesc Itaquera e no MCI, também contribui na elaboração de comidas típicas indígenas do povo Pankararu, além de participar em apresentações do tradicional Toré.

Sobre Clarice Pankararu
Nascida na Aldeia Pankararu Brejo dos Padres (Tacaratu – PE). Atualmente, é Supervisora do Núcleo de Exposições e Programação Cultural do Museu das Culturas Indígenas (NEPC-MCI), presidente da Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu (Real Parque), Conselheira Titular no Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo (CEPISP) e Conselho Municipal dos Povos Indígenas do Município de São Paulo (CMPI) e organiza o Encontro Anual do Povo Pankararu, no Projeto Casulo do Real Parque. Já atuou como Mestra de Saberes no MCI. Cursa a pós-graduação MBA em Gestão de Museus e Inovação, pela UNIMAIS, em parceria com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), EXPOMUS e o Instituto Tomie Ohtake; e é bacharel em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Sobre o Povo Aymará
Estabelecido desde a Era Pré-colombiana no sul do Peru, na Bolívia, na Argentina e no Chile, é o segundo maior grupo nativo dos Andes, com quase 2,5 milhões de pessoas; também conhecido como Quollas ou Kollas. Os originários deste povo são conhecidos pela língua aymará; pela tecelagem com padrões geométricos; pela música e dança, com suas sikus (flautas de pã), quenas(flautas) e tambores; e sua profunda conexão com a natureza e Pachamama (Mãe Terra), que desempenha um papel central em suas crenças e práticas religiosas, que inclui conceitos como huacas (locais e objetos sagrados) e uma visão de tempo que vê o futuro como algo atrás e o passado como algo à frente.

Sobre o Povo Pankararu
Povo originário da Caatinga (único bioma exclusivamente brasileiro), no semiárido, tem sua terra, homologada em 1987, localizada entre os atuais municípios de Petrolândia, Itaparica e Tacaratu, no sertão pernambucano, próximo ao rio São Francisco; área habitada continuamente a cerca de 7 mil anos. Como outros povos vizinhos, sofreu grandes ataques na expansão do colonialismo português desde o século XVI, perda dos seus territórios, liberdade e língua. Com a crescente demanda por reconhecimento a partir do século XX, torna-se um dos primeiros povos do Nordeste a ter reconhecida sua existência e território demarcado. Hoje, com três núcleos populacionais diferentes, no território original em Brejo dos Padres (PE); na Aldeia Cinta Vermelha Jundiba (Araçuaí – MG), junto ao povo Pataxó, no Médio Jequitinhonha; e na maior metrópole do país, São Paulo (Comunidade Indígena Pankararu do Real Parque), são um exemplo da pluralidade e diversidade dos povos indígenas brasileiros, tal como sua complexa identidade socioterritorial.

Sobre o Povo Quéchua
Em quíchua, Qhichwa Runa; por vezes também chamado de Runakuna ou Inga. Designação aplicada aos povos indígenas andinos da América do Sul (Inca, Chanca, Huanca, Kañari) que falam a língua quíchua, com quase 15 milhões de pessoas que se distribuem pela maior parte da região da Cordilheira dos Andes, entre Peru (Nunakuna ou Runakuna), Bolívia, Equador (Kichwa), Chile, Colômbia (Inga) e Argentina. Recentemente, verifica-se uma tendência à construção de uma identidade comum entre os falantes de quíchua, particularmente no Equador e na Bolívia, onde as diferenças linguísticas são menores.

Observações:

  • atividade virtual e gratuita, sem necessidade de inscrição;
  • a live será transmitida no canal do YouTube do MCI.

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