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Exposições no Museu das Culturas Indígenas mostram que preservar a Mata Atlântica é proteger os ecossistemas do planeta


Público pode visitar as mostras e conhecer a importância do bioma de terça a domingo, das 9h às 18h, e às quintas, das 9h às 20h. Ingressos podem ser adquiridos no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/

Sonia Ara Mirim, mestre de saberes do MCI, na exposição Nhe'ẽ ry - onde os espíritos se banham.
Foto: Leandro Karaí Mirim/MCI

Sonia Ara Mirim, mestre de saberes do MCI, na exposição Nhe’ẽ ry – onde os espíritos se banham.

Foto: Leandro Karaí Mirim/MCI

São Paulo, setembro de 2024 – A preservação das florestas contribui para a proteção da camada de ozônio, responsável pelo equilíbrio climático da Terra. As exposições no Museu das Culturas Indígenas (MCI) mostram como a Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e diversificados da América do Sul, colaboram para evitar as devastações aos ecossistemas causadas pela degradação da camada de ozônio. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. 

É por meio da educação que a exposição Nhe’ẽ ry – onde os espíritos se banham mostra a importância do bioma para o planeta. Sons, imagens, vegetação e vídeos transmitem para o público a atmosfera da Mata Atlântica. Dados fornecidos pela Fundação SOS Mata Atlântica trazem informações sobre os povos que habitam o território, a flora e fauna, a legislação de proteção e ações de preservação.

A expressão “Nhe’ẽ ry”, usada pelo povo Guarani para denominar a Mata Atlântica, também pode ser traduzida como “lugar onde os espíritos se banham”. Sonia Ara Mirim, curadora da exposição ao lado de Cris Takuá, Carlos Papá e Sandra Benites, explica: “cada elemento da mata tem seu espírito e seu modo de vida, então quando nós, indígenas, falamos dos ‘espíritos da mata’, estamos considerando toda a vida nela presente: floresta, animais, rios e nascentes. Onde há vida, há espíritos”.  

Impacto sobre as espécies

Segundo dados do Ibama, dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, 383 vivem na Mata Atlântica. O impacto da devastação do meio ambiente sobre a existência das espécies é tema da exposição Mymba’i – pedindo licença aos espíritos. A partir de intervenção artística, concebida e conduzida por Tamikuã Txihi Pataxó, cinco artistas indígenas mesclam em diversas colagens a destruição da natureza e os animais que mais sofrem com o desmatamento.

Mymba’i é um convite para reflexão sobre a proteção das espécies que vivem no meio ambiente: “usamos o fazer artístico como ato político coletivo, para contribuir na conscientização, educação, preservação e luta pela vida da Mata Atlântica (e demais biomas), bem como recuperação e fortalecimento de nossas memórias ancestrais”, afirma Tamikuã Txihi Pataxó. 

Povos da Mata Atlântica

Segundo dados reunidos pela Fundação SOS Mata Atlântica, cerca de 72% dos brasileiros vivem em regiões permeadas pela mata atlântica. O povo Guarani é uma das populações indígenas que mais estão presentes no bioma e o seu modo de viver e sua cultura são apresentadas na exposição Hendu Porã’rã, escutar com o corpo. 

O percurso da mostra convida o público a conhecer cantos, rezas e rituais milenares realizados nas comunidades e evidencia as perspectivas do povo Guarani sobre os alimentos, a dança, a luta, os sonhos, a compreensão do tempo e o sentido filosófico da língua nativa. 

Hendu Porã’rã perpassa pelo sentir com o corpo e o escutar pelo diálogo, um chamado para quem deseja ouvir e caminhar dentro do território para conhecer os caminhos dos Guarani. “Essa experiência pretende mostrar ao público nossa forma de estar no mundo”, afirma Sandra Benites, que integra a curadoria da exposição ao lado de Márcio Vera Mirim, Sônia Ara Mirim e Tamikuã Txihi. 

EXPOSIÇÕES

Hendu Porã’rã, escutar com o corpo

Nhe’ẽ ry – onde os espíritos se banham

Mymba’i – pedindo licença aos espíritos

Endereço: Museu das Culturas Indígenas – Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP      

Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h, às quintas até às 20h

Ingressos disponíveis no site: www.museudasculturasindigenas.org.br           

Sobre o MCI    

Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.   

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