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Museu das Culturas Indígenas apresenta performance artística de Edivan Fulni-ô no próximo sábado (13/08)

11 de agosto de 2022

Artista indígena da etnia Fulni-ô, de Pernambuco, apresentará um trabalho novo que vem desenvolvendo dentro do campo da moda e das artes do corpo. O evento é gratuito e está marcado para acontecer às 15h dentro da exposição “Ygapó – Terra Firme”.

“Ygapó – Terra Firme”, de Denilson Baniwa, é uma das exposições abertas junto à inauguração do Museu das Culturas Indígenas. Foto: Maurício Burim

São Paulo, agosto de 2022 – Dentro do contexto da programação de agosto – mês em que se celebra o Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08) –, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) vai sediar a apresentação da performance artística de Edivan Fulni-ô, indígena que atua também como ativista, cantor, compositor, ator e fotógrafo. O evento, gratuito, está marcado para ocorrer em 13/08, às 15h, dentro da exposição “Ygapó – Terra Firme”, de Denilson Baniwa.

Nascido em Salvador, Edivan viveu maior parte da sua vida entre os Pataxós do sul da Bahia. Seu trabalho busca dialogar com a cosmopolítica dos povos originários, promovendo a quebra dos estereótipos criados sobre a figura do indígena. No MCI, ele apresentará um trabalho novo que vem desenvolvendo dentro do campo da moda e das artes do corpo.

Em São Paulo, participou do YBY – 1º festival de música indígena contemporânea do Brasil, que aconteceu em 2019. Durante a pandemia, entre 2020 e 2021, gravou e lançou o EP “Segura Minha Mão”, fruto de campanha de financiamento colaborativo e realizado de maneira coletiva e independente na Casa Amarela de Cultura Coletiva (São Paulo).

Para assistir à performance é necessário que o interessado faça a inscrição antecipadamente via e-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br. Ao, todo, são 30 vagas disponíveis.

Museu das Culturas Indígenas

Atualmente, o MCI conta com três exposições temporárias abertas em suas instalações.

A mostra coletiva “Ocupação Decoloniza – SP Terra Indígena”, espalha diferentes linguagens artísticas por todo o espaço do museu. Com olhares descoloniais sobre os perímetros urbano, periférico e comunidades, artistas indígenas desconstroem narrativas equivocadas sobre as culturas dos povos originários.

Na exposição“Ygapó: Terra Firme”, o artista e curador Denilson Baniwa convida o público para uma imersão na floresta Amazônica por meio de experiências sensoriais. A exposição conta com produções contemporâneas, tradicionais, sonoras e visuais de músicos indígenas. Ygapó é uma metáfora da resistência indígena, que mesmo em constante ameaça externa, mantém a coletividade e o compartilhamento de saberes, por meio da dança, do canto e do fazer com as mãos.

Por fim, em “Invasão Colonial ‘Yvy Opata’ A Terra Vai Acabar” o artista Xadalu Tupã Jekupé traz, com sua estética na arte urbana contemporânea, a demarcação dos deslocamentos territoriais com múltiplas linguagens e o território identitário indígena ameaçado pela sociedade ocidental. Sua obra denuncia como que os territórios originários em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, assim como em outros centros metropolitanos, estão sendo engolidos pelo cimento da cidade, que devora terras e vidas. A emergência e a necessidade de visibilidade da diáspora Guarani é uma denúncia da população indígena, expulsa pela expansão da especulação imobiliária e invisibilizada no contexto urbano.

SERVIÇO

Performance de Edivan Fulni-ô
Data: sábado (13/08)
Horário: 15h
Vagas: 30
Inscrição: contato@museudasculturasindigenas.org.br
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP)
Informações: (11) 3873-1541

Museu das Culturas Indígenas

Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 18h; às quintas-feiras até às 20h; fechado às segundas-feiras (exceto feriados)
Ingressos:  R$15,00 (inteiro) e R$7,50 (meia entrada); gratuito às quintas-feiras
Agendamentos: https://bileto.sympla.com.br/event/74784/d/149212.
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP)
Informações: (11) 3873-1541
Site: www.museudasculturasindigenas.org.br

Redes Sociais:
Instagram (instagram.com/museudasculturasindigenas)
Facebook (facebook.com/museudasculturasindigenas)
Twitter (twitter.com/mcindigenas)
YouTube (youtube.com/channel/UCYgc3AXP0-UfQye5pgbVloQ)

A gratuidade no Museu é estendida para os seguintes grupos:

  • Indígenas;
  • Crianças até 7 anos (mediante apresentação de documento comprobatório);
  • Grupos de escolas públicas e de instituições sociais sem finalidades lucrativas que atuam com pessoas com deficiência e/ou em situação de vulnerabilidade social; profissionais da educação de escolas públicas e funcionários da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, com apresentação do holerite do mês corrente ou anterior (impresso ou digital);
  • Policiais militares, civis e da Polícia técnico-científica da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, com apresentação do holerite do mês corrente ou anterior (impresso ou digital);
  • Profissionais dos Museus Estaduais e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, mediante apresentação do crachá;
  • Guias de turismo credenciados;
  • Profissionais filiados ao ICOM, mediante apresentação de carteirinha.
  • Gratuidade estendida ao cônjuge ou companheiro(a), filhos e menores tutelados ou sob guarda que os acompanharem na visita.

A meia-entrada é destinada para:

Estudantes; Jovens de baixa renda, com idade de 15 a 29 anos, mediante apresentação do ID Jovem; Pessoas com idade a partir de 60 anos; Aposentados; Pessoas com deficiência (meia-entrada estendida a 1 acompanhante).

Sobre o MCI

O Museu das Culturas Indígenas é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) – Organização Social de Cultura em parceria com o Instituto Maracá, associação sem fins lucrativos que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio cultural indígena. O MCI apresenta uma proposta inovadora de gestão compartilhada a ser construída ao longo da experiência, com o fortalecimento do protagonismo indígena. É em espaço de diálogo intercultural, pluralidade, encontros entre povos indígenas e não-indígenas, onde a memória da ancestralidade permitirá aos diversos povos originários compartilharem suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias. Uma conquista dos povos indígenas, ainda em processo de construção, neste território na cidade, aberto para que o público entre em contato com sua própria história, e com outras histórias do Brasil.

IMPRENSA 

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