MCI discute deficiência e acessibilidade em museus na próxima quarta-feira (24/08)

23 de agosto de 2022

A mesa redonda, gratuita, contará com a presença da museóloga e educadora de museus, Amanda Tojal, e da diretora do SISEM-SP, Renata Cittadin;

O evento faz parte do projeto Sonhar o Mundo, realizado pelo SISEM-SP em parceria com a ACAM Portinari, que tem como objetivo discutir a atuação dos museus em prol da defesa dos Direitos Humanos

Amanda Tojal, museóloga e educadora de museus.

São Paulo, agosto de 2022 – Amanhã (24/08), o Museu das Culturas Indígenas (MCI), instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) em parceria com o Instituto Maracá, dará início à mesa redonda “Deficiência e Acessibilidade: O museu que queremos”, que contará com a presença da museóloga e educadora de museus, Amanda Tojal, e da diretora do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP), Renata Cittadin. O encontro, marcado para ocorrer das 15h às 18h, será aberto a toda comunidade de forma gratuita – bastando se inscrever com antecedência pelo e-mail contato@museudasculturasindigenas.org.br. As vagas são limitadas.

A mesa redonda faz parte do projeto Sonhar o Mundo, realizado pelo SISEM-SP em parceria com a ACAM cujo objetivo é discutir a atuação dos museus em prol da defesa dos Direitos Humanos. Durante o evento, será apresentado o diagnóstico de acessibilidade comunicacional proposto para o MCI junto ao relato do conjunto de ações de acessibilidade em curso no museu. Além disso, serão abordadas ações de acessibilidade do ponto de vista dos deficientes em modo amplo.

Amanda Tojal é museóloga pela Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo e doutora em Ciências da Informação pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente atua como consultora em acessibilidade e ação educativa, tendo atuado diretamente com instituições como Museu do Futebol (SP), Museu Afro Brasil (SP), Museu Casa de Portinari (Brodowski/SP), Museu do Amanhã (RJ), Museu Oscar Niemeyer (PR) e Instituto Moreira Salles (SP e RJ). Ela também é conselheira da Comissão de Ética e Registro Profissional do Conselho Regional de Museologia e sócia-presidente da empresa Arteinclusão Consultoria em Ação Educativa e Cultural.

Sonhar o Mundo

Sonhar o Mundo é, atualmente, uma das principais políticas do SISEM-SP voltada à discussão e estruturação de diretrizes de atuação dos museus em respeito e defesa dos Direitos Humanos e faz parte de uma parceria entre o SISEM-SP e a ACAM Portinari.

O programa nasceu a partir da campanha #SonharoMundo, criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo (SEC), por meio da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico e do Sistema Estadual de Museus, com a articulação do Memorial da Resistência, Museu Afro Brasil, Museu da Diversidade Sexual, Museu da Imigração, Museu Índia Vanuíre, Memorial da Inclusão e da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Com o funcionamento do Sonhar o mundo, o SISEM-SP garante a continuidade de um ciclo de ações voltadas à inserção dos museus em debates contemporâneos, reforçando seu potencial agregador e propositivo para a promoção de transformações sociais.

Museu das Culturas Indígenas

Atualmente, o MCI conta com três exposições temporárias abertas em suas instalações.

A mostra coletiva “Ocupação Decoloniza – SP Terra Indígena”, espalha diferentes linguagens artísticas por todo o espaço do museu. Com olhares decoloniais sobre os perímetros urbano, periférico e comunidades, artistas indígenas desconstroem narrativas equivocadas sobre as culturas dos povos originários.

Na exposição “Ygapó: Terra Firme”, o artista e curador Denilson Baniwa convida o público para uma imersão na floresta Amazônica por meio de experiências sensoriais. A exposição conta com produções contemporâneas, tradicionais, sonoras e visuais de músicos indígenas. Ygapó é uma metáfora da resistência indígena, que mesmo em constante ameaça externa, mantém a coletividade e o compartilhamento de saberes, por meio da dança, do canto e do fazer com as mãos.

Por fim, em “Invasão Colonial ‘Yvy Opata’ A Terra Vai Acabar” o artista Xadalu Tupã Jekupé traz, com sua estética na arte urbana contemporânea, a demarcação dos deslocamentos territoriais com múltiplas linguagens e o território identitário indígena ameaçado pela sociedade ocidental. Sua obra denuncia como que os territórios originários em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, estão sendo engolidos pelo cimento da cidade, que devora terras e vidas. A emergência e a necessidade de visibilidade da diáspora Guarani é uma denúncia da população indígena, expulsa pela expansão da especulação imobiliária e invisibilizada no contexto urbano.

SERVIÇO

Mesa redonda “Deficiência e Acessibilidade: O museu que queremos”

Data: quarta-feira (24/08)
Horário: das 15h às 18h
Vagas: 50
Entrada: Gratuita
Inscrição: contato@museudasculturasindigenas.org.br
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP)
Informações: (11) 3873-1541

Museu das Culturas Indígenas

Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 18h; às quintas-feiras até às 20h; fechado às segundas-feiras (exceto feriados)
Ingressos:  R$15,00 (inteiro) e R$7,50 (meia entrada); gratuito às quintas-feiras
Agendamentos: https://bileto.sympla.com.br/event/74784/d/149212.
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP)
Informações: (11) 3873-1541
Site: www.museudasculturasindigenas.org.br

Redes Sociais:

Instagram (instagram.com/museudasculturasindigenas)
Facebook (facebook.com/museudasculturasindigenas)
Twitter (twitter.com/mcindigenas)
YouTube (youtube.com/channel/UCYgc3AXP0-UfQye5pgbVloQ)

A gratuidade no Museu é estendida para os seguintes grupos:

  • Indígenas;
  • Crianças até 7 anos (mediante apresentação de documento comprobatório);
  • Grupos de escolas públicas e de instituições sociais sem finalidades lucrativas que atuam com pessoas com deficiência e/ou em situação de vulnerabilidade social; profissionais da educação de escolas públicas e funcionários da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, com apresentação do holerite do mês corrente ou anterior (impresso ou digital);
  • Policiais militares, civis e da Polícia técnico-científica da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, com apresentação do holerite do mês corrente ou anterior (impresso ou digital);
  • Profissionais dos Museus Estaduais e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, mediante apresentação do crachá;
  • Guias de turismo credenciados;
  • Profissionais filiados ao ICOM, mediante apresentação de carteirinha.
  • Gratuidade estendida ao cônjuge ou companheiro(a), filhos e menores tutelados ou sob guarda que os acompanharem na visita.

A meia-entrada é destinada para:

Estudantes; Jovens de baixa renda, com idade de 15 a 29 anos, mediante apresentação do ID Jovem; Pessoas com idade a partir de 60 anos; Aposentados; Pessoas com deficiência (meia-entrada estendida a 1 acompanhante).

Sobre o MCI

O Museu das Culturas Indígenas é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) – Organização Social de Cultura em parceria com o Instituto Maracá, associação sem fins lucrativos que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio cultural indígena. O MCI apresenta uma proposta inovadora de gestão compartilhada a ser construída ao longo da experiência, com o fortalecimento do protagonismo indígena. É em espaço de diálogo intercultural, pluralidade, encontros entre povos indígenas e não-indígenas, onde a memória da ancestralidade permitirá aos diversos povos originários compartilharem suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias. Uma conquista dos povos indígenas, ainda em processo de construção, neste território na cidade, aberto para que o público entre em contato com sua própria história, e com outras histórias do Brasil.

IMPRENSA 

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